sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A Falta!




Ahh, como eu sentia essa falta!
Que falta?

Bem, essa falta que nem eu mesmo sabia que um dia sentiria...

A falta em devanear, em sair do chão, escrever sem rumo. Talvez seja a época Natalina. Talvez não.

Aquela falta de sentir as palavras nas pontas dos dedos...

Aquela falta das pontas dos dedos escreverem o que vem onde o cabelo nasce...

Aquela falta de fechar o que me faz observar, para deixar o que tem entre meus ouvidos enxergar...

Aquela falta de dizer o que somente um gesto poderia causar...

Aquela falta de caminhar por onde a chuva começa a brotar...

Aquela falta de escrever o que não se pode falar...

Aquela falta de talvez sentir tanta falta; essa falta que me fez sentir um vazio, e só é preenchido com palavras...

Palavras que brotam a fim de causar ao que quando nasce não se pode falar, nem enxergar, mas talvez na ponta dos dedos, toda essa falta há de acabar!
Essa é, e sempre será minha falta!


Vanessa Pajaro

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Sede de tempo




O tempo é um mistério. Quantas vezes você quis que o tempo passasse voando e ele não saía do lugar? Quantas vezes quis que o tempo parasse, e mal terminou de pensar, ele terminou?

Tenho sede de tempo. As dúvidas ecoam e eu sinto que não tenho tempo; mas se eu pensar assim, eu não farei nada a não ser perder tempo. O que seria perder tempo? Também não sei. As pessoas dão desculpas ao “perder tempo” para culpar algo que fizeram e desaprovaram, se decepcionaram. Aí se julga a perda de tempo.

Agora me diz, se não tivesse desaprovado aquele tempo que passou, teria dito ser perda de tempo? Ah! Como somos injustos com o tempo! Sem ao menos perceber que, se somos capazes de perceber que algo está errado com nosso tempo, este tempo serviu de alguma coisa. Serviu para que prestemos cada vez mais atenção no nosso tempo.

Qual o seu tempo? Você já se deu um tempo para pensar? Quanto tempo? Achou perda de tempo? Irônico, não?

Todos já se sentiram, em alguma fase da vida, perdendo-se o tempo. Mas aí ficam empurrando o tempo com a barriga, como se tivessem todo tempo do mundo! Eu não tenho o tempo para mim, nem quero ser dona do tempo, apenas sou dona do tempo que acabei de respirar, de colocar para dentro este segundo que passou. Mas aí é tempo passado; tempo presente é o que menos existe, e o futuro é o que mais tenho sede!

Mas se eu beber todo este tempo que tenho sede, posso me afogar; devo deixa-lo fluir, devo remar o que consigo e o que posso; e não engolir o tempo! Não antecipar o que pode ser tão diferente se eu souber navegar!

É bom ter sede de tempo, mas é bom não secar todo o tempo, principalmente se ele ainda quiser te molhar!

Vanessa Pajaro



terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Ter saudades de quem ainda podemos ver não dói nada... Nada...

Vou sentir saudades...



Saudades das palavras engraçadas, das brincadeiras infinitas...

Saudades do doce das tardes de domingo, da gelatina no copinho...
Saudades da bolachinha amanteigada, do café com leite...
Saudades dos sustos ao fingir que estava dormindo, e quando eu chegava perto, um “ataque” repentino!


Ah, saudades! Quero lembrar sempre dessas coisas boas; pois só havia coisas boas. E, mesmo que minhas lágrimas insistam em cair, não é para que não vá; seria egoísmo pedir para não ir, ninguém fica. Serão lágrimas de saudades, e da alegria em saber que tudo foi tão perfeito, foi um dever cumprido!
Dever de ser avó, uma avó dedicada aos netos; a famosa vovozinha, de cabelos branquinhos, que não queria ver nenhum de seus netos levarem broncas dos pais, que não queria que ninguém fosse para casa sem levar um “lanchinho” para comer no caminho, que sempre deu colo, carinho e amor; incondicional!
Todo esse amor está guardado, nunca irá faltar, pois é infinito.Fique com Deus! Jamais será esquecida, pois não é necessária a presença material para que seja lembrada.
Todo amor é para sempre!!!
Saudades...



Vanessa Pajaro